Quem procura acompanhantes em Curitiba chega sempre com as mesmas perguntas, e quase todas são sobre o lugar. Onde ela recebe. Se dá para chamar no seu apartamento. Quem paga a suíte. A ficha responde parte disso numa linha curta no alto; o resto sai na conversa. Uma observação de preço, só uma: a hora média publicada aqui, R$ 641, está entre as mais altas do país. Isso não muda nada do que vem abaixo. O assunto desta página é o endereço. De quem ele é, quem se desloca até ele, e o que cada escolha cobra de você em combinação. São seis perguntas, e as acompanhantes daqui ouvem todas elas toda semana.
Ela tem onde receber em Curitiba?
“Com local” é a ficha avisando que existe endereço do lado dela, e que a conta desse endereço não entra na sua. Quantas acompanhantes têm local, a fonte não diz em número. Diz algo mais estreito e mais útil: 16 % das fichas atendem apenas no local delas, sem sair para lugar nenhum. Com essas você não escolhe o lugar. Escolhe ir ou não ir.
O bairro é publicado, a rua não. Os que mais aparecem entre as garotas de programa em Curitiba são Centro, Rebouças e Cajuru. Os três não se parecem. Centro é prédio antigo e escritório que fecha cedo. Rebouças é torre nova colada no Centro. Cajuru é bairro de morar, do outro lado, e a volta de carro é longa.
Pergunte se o apartamento é só dela ou rateado com outras garotas. Depois pergunte como é a entrada.
Dá para marcar no meu apartamento?
Dá, e o mercado chama isso de a domicílio. Inverte quem se desloca: a acompanhante sai, você fica.
Ela vai pedir duas coisas antes de aceitar. O endereço inteiro, com um ponto de referência que qualquer motorista conheça. E como se entra ali. Portaria registra quem sobe; casa de rua não registra ninguém. Diga qual é o seu caso já na primeira mensagem e, havendo porteiro, combine antes qual nome o porteiro vai anotar.
A conta do deslocamento raramente vem escrita na ficha. Resolva isso antes de fechar o horário.
O relógio conta junto. O movimento da cidade é de tarde, do meio-dia ao fim da tarde, e só 9 % das fichas marcam madrugada. Fim de tarde aqui é trânsito com chuva fina, e muitas acompanhantes avisam que vão atrasar.
Motel: quem escolhe e quem paga?
Motel no Brasil é um ramo próprio, sem parentesco com hospedaria de estrada. A casa vende a suíte por períodos fechados. Cada quarto tem garagem fechada com portão só dele, e a conta é acertada numa janelinha na hora de sair. Ninguém olha para o seu rosto.
O quarto entra na sua conta. O que ficou combinado com a acompanhante é outra conta. As duas não se encostam.
Quem escolhe a casa, na prática, costuma ser ela. A garota que roda há tempo sabe qual motel vende hora avulsa, qual só fecha bloco maior e qual portão desce sem travar. Se ela indicar um, vá nesse. Em Curitiba os motéis estão nas saídas da cidade, não no meio dos bairros. Conte o tempo de carro na ida e na volta antes de dizer um horário.
E se eu estiver de hotel?
Entre os formatos que a fonte publica em número, esse é o mais aceito: 60 % das fichas dizem atender em hotel.
Só que quem decide não é a ficha. É o balcão. Rede grande pede documento, registra a visita e amarra ela ao número do quarto. Hotel pequeno, apart e pousada costumam deixar passar sem pergunta. Curitiba vive de gente que vem a trabalho e fica três dias. Os hotéis de negócio estão quase todos no Centro.
Ligue para a recepção antes de pagar a diária. Pergunte como a casa trata visita. Depois repasse a resposta para a acompanhante, dizendo também de que casa se trata. Muitas acompanhantes não deixam documento em balcão nenhum e vão propor motel no lugar.
Duas condições valem sempre. A reserva no seu nome, e o quarto só seu. Quarto pago pela empresa está no nome dela, e recepção nenhuma libera visita ali.
O anúncio não diz nada sobre o lugar
Acontece, e raramente é má vontade. Ficha curta costuma ser ficha feita com pressa. Antes de perguntar, leia o texto inteiro: a maioria dos anúncios de acompanhantes de Curitiba traz descrição escrita, e o formato quase sempre está lá, no meio de uma frase, fora do campo que deveria guardá-lo.
Foto não resolve essa parte. 47 % mostram rosto e a média é de 20 imagens por ficha. Nenhuma delas informa endereço.
Se o texto também calar, pergunte fechado: “você recebe ou vai até o cliente?”. Pergunta curta, resposta curta. Ajuda saber que 8 % das fichas da cidade são novas. Anúncio recém-posto costuma estar pela metade, porque a acompanhante ainda está montando o dela.
Procure também a linha de maior de 18 anos. Quem leva o próprio anúncio a sério escreve essa linha.
Quanto do combinado muda no dia
Muda menos do que dizem, e quase sempre nos mesmos três pontos. O endereço é o primeiro: em apartamento rateado a escala gira, e o canto combinado na véspera pode amanhecer ocupado. O formato é o segundo: a garota tinha aceitado ir até você e, na hora, propõe motel. O horário é o terceiro, e costuma andar para trás.
O dia da semana é o que menos muda. 88 % das fichas de Curitiba atendem no fim de semana, então sábado raramente é o impedimento.
Confirme uma hora antes, em mensagem curta, esses mesmos três pontos: endereço, horário e formato. Se algum vier diferente, você ainda está em casa e decide sem pressa. A confirmação serve para isso, e as garotas de programa daqui já esperam por ela.